Apuração
Metodologia

As eleições desde 2002, da esquerda à direita

Cada página de cidade mostra como ela votou em todas as eleições desde 2002, para todos os cargos, pintando os votos pela posição do partido de quem os recebeu. Aqui está de onde vêm os votos, como cada partido é posicionado em cada ano, e o que esses gráficos não dizem.

1. Da esquerda à direita: como cada partido é posicionado

Não inventamos a posição de nenhum partido. Usamos três pesquisas em que cientistas políticos brasileiros posicionaram cada partido numa reta da esquerda à direita. A posição de um partido é a média das respostas. As três foram feitas com a mesma comunidade, os associados da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), o que permite compará-las ao longo do tempo, como os próprios autores fazem.

Os partidos são agrupados com os mesmos cortes que os autores das pesquisas de 2018 e 2022 usam: até 3 é esquerda, de 3 a 4,5 centro-esquerda, de 4,5 a 5,5 centro, de 5,5 a 7 centro-direita e acima de 7 direita. Os autores dividem ainda as pontas em “extrema esquerda” (até 1,5) e “extrema direita” (acima de 8,5). Aqui elas ficam dentro da esquerda e da direita: com cinco cores os gráficos ficam legíveis, e o número de cada partido está na tabela abaixo.

EsquerdaCentro-esquerdaCentroCentro-direitaDireita
2010
2018
2022
PSOLPTPSBMDBPSDBUniãoPL
0 · esquerda5direita · 10
A posição média de cada partido em cada pesquisa. As linhas ligam os partidos com nome de uma pesquisa à seguinte. A pesquisa de 2010 usou uma escala de 1 a 7, convertida aqui para 0 a 10. Passe o mouse sobre um quadrado para ver o valor.

O desenho mostra o que as pesquisas encontraram: de 2010 para 2018, todos os partidos à direita do PT passaram a ser vistos mais à direita, e em 2022 o centro ficou vazio. Em 2022, nenhum partido ficou entre 4,5 e 5,5. É por isso que a mesma cor não pode valer para todos os anos.

2. Partido por partido, eleição por eleição

Cada eleição usa a pesquisa mais próxima. Eleições de 2002 a 2010 usam a de 2010; a de 2018 e as de 2022, 2024 e 2026 usam a sua. Entre duas pesquisas (2012, 2014, 2016 e 2020), a posição é a linha reta entre elas: em 2014, por exemplo, metade do caminho entre 2010 e 2018. Um partido que só aparece numa pesquisa fica com essa posição em todos os anos.

Partidos que mudaram de nome seguem a mesma linha (PFL e DEM, PMDB e MDB, PR e PL, PRB e Republicanos, PPS e Cidadania, PTN e Podemos, PT do B e Avante, PSDC e DC, PEN e Patriota, PTC e Agir, PMN e Mobiliza, PMB e Democrata). Fusões recebem a posição que os autores dão a elas: o União Brasil só existe na pesquisa de 2022, e o PRD (PTB mais Patriota, 2023) fica com a média dos dois em 2022. O PSD de 2002 é outro partido que o PSD de Kassab, fundado em 2011.

EsquerdaCentro-esquerdaCentroCentro-direitaDireita
Posição de cada partido em cada eleição de 2002 a 2026
Partido2002200420062008201020122014201620182020202220242026
PSTU
PCO
PCB
PSOL
UP
PCdoB
PT
PSB
REDE
PDT
PV
SOLIDARIEDADE
CIDADANIA
AVANTE
MDB
MOBILIZA
PSDB
PSD
PHS
PPL
DEMOCRATA
PODE
PROS
PRTB
AGIR
PRP
PTB
PSL
PP
PRD
DC
REPUBLICANOS
PSC
UNIÃO
DEM
PATRIOTA
NOVO
PL
PRONA
PST
PSD (2002)
PAN
PGT
MISSÃO

Passe o mouse sobre um quadrado para ver a posição (0 a 10). Ordenados pela posição mais recente.

Os partidos que mudaram de grupo

Partidos que nenhuma pesquisa classificou

Cinco partidos de 2002 a 2006 e um de 2026 não estão em nenhuma das três pesquisas. Três dos antigos recebem o grupo que classificações mais antigas lhes davam (Coppedge, 1997; Mainwaring, Meneguello e Power, 2000, compiladas por Tarouco e Madeira). Os outros ficam sem classificação, em cinza-escuro, até que uma nova pesquisa os inclua.

3. De onde vêm os votos

Todos os votos são do Tribunal Superior Eleitoral, dos arquivos de dados abertos de cada eleição (votação por candidato, por partido e detalhe da votação, por município e zona), de 2002 a 2026. Só entram as eleições ordinárias: eleições suplementares, que repetem a votação de uma cidade fora do calendário, ficam de fora.

4. Como leem os 20 quadrados

Cada bloco tem 20 quadrados, um para cada 5% dos votos válidos daquele cargo na cidade. Primeiro somamos os votos de cada grupo; depois dividimos os 20 quadrados na proporção dos votos, arredondando pelos maiores restos, para que os blocos sempre somem 20. Os quadrados vão da esquerda (no alto) para a direita (embaixo).

Um grupo com menos de 2,5% dos votos pode não ganhar nenhum quadrado. Os números exatos aparecem ao passar o mouse ou tocar no bloco.

Exemplo: 36% esquerda, 4% centro-esquerda, 28% centro-direita, 32% direita.

5. O que estes gráficos não dizem

Para a projeção da noite da apuração, veja a metodologia da apuração. Para ver os gráficos, escolha uma cidade em Resultado por estado e cidade.