A bússola do voto
Cada lugar vota de um jeito para Brasília e de outro para a prefeitura. Na horizontal, o voto para presidente, governador, senado e deputados; na vertical, para prefeito e vereador. Toque num estado, depois numa cidade, depois num cargo. Em 2022/24, o Brasil ficou em +0,26 no voto federal e +0,34 no local.
Como ler
- Cada quadrado é um lugar, do tamanho do seu eleitorado, e a cor vai do vermelho (esquerda) ao azul (direita), passando pelo cinza.
- Na diagonal, o lugar vota igual nos dois. Acima dela, vota mais à direita para prefeito e vereador; abaixo, para cargos nacionais.
- As linhas tracejadas marcam o Brasil no ciclo escolhido. Na escala dos especialistas, quase todo o país fica à direita do 0, porque a maioria dos partidos no Congresso é classificada à direita do centro.
- O ▶ toca os ciclos de 2002/04 a 2022/24, e cada lugar deixa um rastro. 2026 só tem cargos nacionais: o voto local volta em 2028.
De onde vêm os números
Cada voto conta pela posição do partido de quem o recebeu, segundo três pesquisas com cientistas políticos (2010, 2018 e 2022), numa escala de −1 (esquerda) a +1 (direita). A nota de um cargo é a média pesada pelos votos; o eixo federal junta cinco cargos e o local, dois. É a inclinação do voto pelos partidos, não a opinião de quem vota: um partido de direita pode eleger um prefeito moderado, e quem vota num candidato nem sempre concorda com o partido. As faixas são intervalos de 90% que levam em conta a incerteza na posição de cada partido.
Metodologia completa: modelo, incerteza e validação
Modelo: partidos-2 (28 out 2026) · compass-1. Fonte: TSE (votos) e pesquisas com especialistas (posições dos partidos).