Da esquerda à direita, pelo voto
637 deputados votaram nas 1.128 votações nominais do plenário em 2023–2027. Cada quadrado é um deles, posto da esquerda à direita pelo que votou, e pintado pelo lugar do seu partido.
Pelo voto, 22% ficaram à esquerda do centro e 74% à direita. Quem mais votou com o governo Lula foi o PT (98%); quem menos, o PL (32%).
Os deputados de 2023–2027, um quadrado cada
Ideologia e governo são coisas diferentes
Na horizontal, a mesma posição de cima; na vertical, quantas vezes cada um votou como o governo Lula orientou. O alto do gráfico é a base do governo, venha ela de onde vier no eixo.
Partido por partido
A faixa vai do 10º ao 90º deputado do partido, da esquerda à direita; o quadrado cheio é o do meio. O quadrado vazado é onde os cientistas políticos põem o partido. Toque num partido para acender os seus deputados no gráfico.
As votações que mais separaram esquerda e direita
Cada linha é uma votação; cada traço, um deputado na sua posição, pintado pelo lado que tomou. Onde as cores se trocam está o ponto de corte. Toque numa votação para pintar o gráfico de cima por ela.
A posição vem só dos votos, num modelo estatístico que separa o eixo esquerda–direita do apoio ao governo; o meio de cada faixa de incerteza decide a coluna. Toque num quadrado para ver o deputado. Como medimos, e os testes que o modelo passou ou não.
Quem vota com o governo Lula
Das 877 votações nominais em que o governo Lula orientou, 693 foram disputadas (o lado perdedor teve 10% ou mais). Nelas, estimamos a chance de cada deputado votar com o governo.
No fim do período, 178 votavam quase sempre com o governo, 133 quase sempre contra, e 202 estavam em jogo. O governo venceu 81% das votações disputadas.
Além da base de 178, precisa de 79 dos 202 em jogo para a maioria de 257. Para uma PEC (308), de 130 (64% deles).
Além dos 133 contra, precisa de 124 dos em jogo para ter a maioria. Uma PEC ela barra com 206 votos: faltam 73 dos em jogo.
Quem fica bem no corte, a cadeira número 257 na fila, é Bruno Farias (AVANTE-MG), com 75% de chance de votar com o governo: é o voto que decide uma votação com o plenário cheio. Na prática, nas 693 votações disputadas do período o lado do governo juntou 257 votos ou mais em 66% delas e 308 ou mais em 29%. Como nem todos votam, a maioria dos presentes costuma bastar para uma lei.
Quem está em jogo, partido por partido
Os mesmos quadrados, agrupados por partido. Toque num partido para acender os seus deputados no gráfico de cima.
Cada quadrado é uma cadeira, ocupada por quem votava no plenário em outubro de 2026, posta da maior para a menor chance de votar com o governo e pintada pelo lugar do partido. As linhas marcam os votos necessários com todas as cadeiras ocupadas; a maioria simples é a metade mais um dos presentes. Chance é estimativa, com faixa de incerteza. Como estimamos, e o teste com votações que o modelo não viu.
Quanto cada governo conseguiu aprovar, de Dilma a Lula →
Fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal (dados abertos das votações nominais em plenário), TSE (doações de campanha e candidaturas) e pesquisas com cientistas políticos para a posição dos partidos. Modelo congresso-1.0, atualizado em 28/10/2026. É uma análise do comportamento passado, não um rótulo.