Apuração
Senado Federal · 2023–2027 · governo Lula

Da esquerda à direita, pelo voto

82 senadores votaram nas 186 votações nominais do plenário em 2023–2027. Cada quadrado é um deles, posto da esquerda à direita pelo que votou, e pintado pelo lugar do seu partido.

Pelo voto, 17% ficaram à esquerda do centro e 77% à direita. Quem mais votou com o governo Lula foi o PT (97%); quem menos, o PL (57%).

Os senadores de 2023–2027, um quadrado cada

EsquerdaCentro-esquerdaCentroCentro-direitaDireita
metade dos senadores de cada ladoAugusta Brito (PT-CE)Randolfe Rodrigues (PT-AP)Rogério Carvalho (PT-SE)Humberto Costa (PT-PE)Beto Faro (PT-PA)Fabiano Contarato (PT-ES)Teresa Leitão (PT-PE)Paulo Paim (PT-RS)Jaques Wagner (PT-BA)Leila Barros (PDT-DF)Ana Paula Lobato (PDT-MA)Weverton (PDT-MA)Confúcio Moura (MDB-RO)Jader Barbalho (MDB-PA)Renan Calheiros (MDB-AL)Marcelo Castro (MDB-PI)Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)Fernando Farias (MDB-AL)Eduardo Braga (MDB-AM)Fernando Dueire (MDB-PE)Alessandro Vieira (MDB-SE)Giordano (MDB-SP)Ivete da Silveira (MDB-SC)Jorge Kajuru (PSB-GO)Flávio Arns (PSB-PR)Cid Gomes (PSB-CE)Chico Rodrigues (PSB-RR)Eliziane Gama (PSD-MA)Zenaide Maia (PSD-RN)Jussara Lima (PSD-PI)Mara Gabrilli (PSD-SP)Otto Alencar (PSD-BA)Sérgio Petecão (PSD-AC)Omar Aziz (PSD-AM)Daniella Ribeiro (PSD-PB)Angelo Coronel (PSD-BA)Margareth Buzetti (PSD-MT)Vanderlan Cardoso (PSD-GO)Rodrigo Pacheco (PSD-MG)Nelsinho Trad (PSD-MS)Irajá (PSD-TO)Lucas Barreto (PSD-AP)Oriovisto Guimarães (PODE-PR)Styvenson Valentim (PODE-RN)Soraya Thronicke (PODE-MS)Rodrigo Cunha (PODE-AL)Carlos Viana (PODE-MG)Zequinha Marinho (PODE-PA)Marcos do Val (PODE-ES)Professora Dorinha Seabra (UNIÃO-TO)Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP)Jayme Campos (UNIÃO-MT)Alan Rick (UNIÃO-AC)Marcio Bittar (UNIÃO-AC)Sergio Moro (UNIÃO-PR)Efraim Filho (UNIÃO-PB)Plínio Valério (PSDB-AM)Eduardo Girão (NOVO-CE)Cleitinho (REPUBLICANOS-MG)Damares Alves (REPUBLICANOS-DF)Mecias de Jesus (REPUBLICANOS-RR)Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS)Esperidião Amin (PP-SC)Laércio Oliveira (PP-SE)Dr. Hiran (PP-RR)Luis Carlos Heinze (PP-RS)Tereza Cristina (PP-MS)Ciro Nogueira (PP-PI)Dra. Eudócia (PL-AL)Romário (PL-RJ)Izalci Lucas (PL-DF)Eduardo Gomes (PL-TO)Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)Jaime Bagattoli (PL-RO)Wellington Fagundes (PL-MT)Magno Malta (PL-ES)Marcos Rogério (PL-RO)Carlos Portinho (PL-RJ)Flávio Bolsonaro (PL-RJ)Rogerio Marinho (PL-RN)Wilder Morais (PL-GO)Jorge Seif (PL-SC)← esquerdacentrodireita →

Ideologia e governo são coisas diferentes

Na horizontal, a mesma posição de cima; na vertical, quantas vezes cada um votou como o governo Lula orientou. O alto do gráfico é a base do governo, venha ela de onde vier no eixo.

0%25%50%75%100% com o governo← esquerdadireita →

Partido por partido

A faixa vai do 10º ao 90º senador do partido, da esquerda à direita; o quadrado cheio é o do meio. O quadrado vazado é onde os cientistas políticos põem o partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico.

As votações que mais separaram esquerda e direita

Cada linha é uma votação; cada traço, um senador na sua posição, pintado pelo lado que tomou. Onde as cores se trocam está o ponto de corte. Toque numa votação para pintar o gráfico de cima por ela.

A posição vem só dos votos, num modelo estatístico que separa o eixo esquerda–direita do apoio ao governo; o meio de cada faixa de incerteza decide a coluna. Toque num quadrado para ver o senador. Como medimos, e os testes que o modelo passou ou não.

Quem vota com o governo Lula

Das 170 votações nominais em que o governo Lula orientou, 81 foram disputadas (o lado perdedor teve 10% ou mais). Nelas, estimamos a chance de cada senador votar com o governo.

No fim do período, 27 votavam quase sempre com o governo, 27 quase sempre contra, e 27 estavam em jogo. O governo venceu 74% das votações disputadas.

Com o governo
27
vota com o governo em pelo menos 4 de cada 5 votações disputadas
Em jogo
27
às vezes sim, às vezes não: o voto depende da votação
Contra
27
vota com o governo em no máximo 2 de cada 5
41 · maioria← lado do governolado da oposição →49 · PEC41 cadeiras40 cadeiras
Para o governo Lula ganhar

Além da base de 27, precisa de 14 dos 27 em jogo para a maioria de 41. Para uma PEC (49), de 22 (81% deles).

Para a oposição barrar

Além dos 27 contra, precisa de 14 dos em jogo para ter a maioria. Uma PEC ela barra com 33 votos: faltam 6 dos em jogo.

Quem fica bem no corte, a cadeira número 41 na fila, é Jayme Campos (UNIÃO-MT), com 71% de chance de votar com o governo: é o voto que decide uma votação com o plenário cheio. Na prática, nas 81 votações disputadas do período o lado do governo juntou 41 votos ou mais em 54% delas e 49 ou mais em 21%. Como nem todos votam, a maioria dos presentes costuma bastar para uma lei.

Quem está em jogo, partido por partido

Os mesmos quadrados, agrupados por partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico de cima.

Cada quadrado é uma cadeira, ocupada por quem votava no plenário em agosto de 2026, posta da maior para a menor chance de votar com o governo e pintada pelo lugar do partido. As linhas marcam os votos necessários com todas as cadeiras ocupadas; a maioria simples é a metade mais um dos presentes. Chance é estimativa, com faixa de incerteza. Como estimamos, e o teste com votações que o modelo não viu.

Quanto cada governo conseguiu aprovar, de Dilma a Lula →

Fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal (dados abertos das votações nominais em plenário), TSE (doações de campanha e candidaturas) e pesquisas com cientistas políticos para a posição dos partidos. Modelo congresso-1.0, atualizado em 28/10/2026. É uma análise do comportamento passado, não um rótulo.