Da esquerda à direita, pelo voto
88 senadores votaram nas 402 votações nominais do plenário em 2019–2023. Cada quadrado é um deles, posto da esquerda à direita pelo que votou, e pintado pelo lugar do seu partido.
Pelo voto, 11% ficaram à esquerda do centro e 82% à direita. Quem mais votou com o governo Bolsonaro foi o PP (92%); quem menos, o PT (67%).
Os senadores de 2019–2023, um quadrado cada
Ideologia e governo são coisas diferentes
Na horizontal, a mesma posição de cima; na vertical, quantas vezes cada um votou como o governo Bolsonaro orientou. O alto do gráfico é a base do governo, venha ela de onde vier no eixo.
Partido por partido
A faixa vai do 10º ao 90º senador do partido, da esquerda à direita; o quadrado cheio é o do meio. O quadrado vazado é onde os cientistas políticos põem o partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico.
As votações que mais separaram esquerda e direita
Cada linha é uma votação; cada traço, um senador na sua posição, pintado pelo lado que tomou. Onde as cores se trocam está o ponto de corte. Toque numa votação para pintar o gráfico de cima por ela.
A posição vem só dos votos, num modelo estatístico que separa o eixo esquerda–direita do apoio ao governo; o meio de cada faixa de incerteza decide a coluna. Toque num quadrado para ver o senador. Como medimos, e os testes que o modelo passou ou não.
Quem vota com o governo Bolsonaro
Das 351 votações nominais em que o governo Bolsonaro orientou, 144 foram disputadas (o lado perdedor teve 10% ou mais). Nelas, estimamos a chance de cada senador votar com o governo.
No fim do período, 13 votavam quase sempre com o governo, 18 quase sempre contra, e 50 estavam em jogo. O governo venceu 72% das votações disputadas.
Além da base de 13, precisa de 28 dos 50 em jogo para a maioria de 41. Para uma PEC (49), de 36 (72% deles).
Além dos 18 contra, precisa de 23 dos em jogo para ter a maioria. Uma PEC ela barra com 33 votos: faltam 15 dos em jogo.
Quem fica bem no corte, a cadeira número 41 na fila, é Romário (PODE-RJ), com 66% de chance de votar com o governo: é o voto que decide uma votação com o plenário cheio. Na prática, nas 144 votações disputadas do período o lado do governo juntou 41 votos ou mais em 55% delas e 49 ou mais em 38%. Como nem todos votam, a maioria dos presentes costuma bastar para uma lei.
Quem está em jogo, partido por partido
Os mesmos quadrados, agrupados por partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico de cima.
Cada quadrado é uma cadeira, ocupada por quem votava no plenário em dezembro de 2022, posta da maior para a menor chance de votar com o governo e pintada pelo lugar do partido. As linhas marcam os votos necessários com todas as cadeiras ocupadas; a maioria simples é a metade mais um dos presentes. Chance é estimativa, com faixa de incerteza. Como estimamos, e o teste com votações que o modelo não viu.
Quanto cada governo conseguiu aprovar, de Dilma a Lula →
Fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal (dados abertos das votações nominais em plenário), TSE (doações de campanha e candidaturas) e pesquisas com cientistas políticos para a posição dos partidos. Modelo congresso-1.0, atualizado em 28/10/2026. É uma análise do comportamento passado, não um rótulo.