Apuração
Senado Federal · 2019–2023 · governo Bolsonaro

Da esquerda à direita, pelo voto

88 senadores votaram nas 402 votações nominais do plenário em 2019–2023. Cada quadrado é um deles, posto da esquerda à direita pelo que votou, e pintado pelo lugar do seu partido.

Pelo voto, 11% ficaram à esquerda do centro e 82% à direita. Quem mais votou com o governo Bolsonaro foi o PP (92%); quem menos, o PT (67%).

Os senadores de 2019–2023, um quadrado cada

EsquerdaCentro-esquerdaCentroCentro-direitaDireita
metade dos senadores de cada ladoRogério Carvalho (PT-SE)Paulo Rocha (PT-PA)Jaques Wagner (PT-BA)Humberto Costa (PT-PE)Jean-Paul Prates (PT-RN)Paulo Paim (PT-RS)Randolfe Rodrigues (REDE-AP)Fabiano Contarato (REDE-ES)Cid Gomes (PDT-CE)Weverton (PDT-MA)Acir Gurgacz (PDT-RO)Leila Barros (PSB-DF)Eliziane Gama (CIDADANIA-MA)Alessandro Vieira (CIDADANIA-SE)Renan Calheiros (MDB-AL)Nilda Gondim (MDB-PB)Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)Dário Berger (MDB-SC)Rose de Freitas (MDB-ES)Simone Tebet (MDB-MS)Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)Jader Barbalho (MDB-PA)Eduardo Braga (MDB-AM)Marcelo Castro (MDB-PI)Confúcio Moura (MDB-RO)José Maranhão (MDB-PB)Giordano (MDB-SP)Luiz Carlos do Carmo (MDB-GO)Eduardo Gomes (MDB-TO)Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)Marcio Bittar (MDB-AC)Zenaide Maia (PROS-RN)Fernando Collor (PROS-AL)Telmário Mota (PROS-RR)Otto Alencar (PSD-BA)Irajá (PSD-TO)Omar Aziz (PSD-AM)Alexandre Silveira (PSD-MG)Lucas Barreto (PSD-AP)Angelo Coronel (PSD-BA)Antonio Anastasia (PSD-MG)Nelsinho Trad (PSD-MS)Sérgio Petecão (PSD-AC)Carlos Fávaro (PSD-MT)Vanderlan Cardoso (PSD-GO)Carlos Viana (PSD-MG)Arolde de Oliveira (PSD-RJ)José Aníbal (PSDB-SP)Mara Gabrilli (PSDB-SP)Rodrigo Cunha (PSDB-AL)Tasso Jereissati (PSDB-CE)José Serra (PSDB-SP)Izalci Lucas (PSDB-DF)Plínio Valério (PSDB-AM)Roberto Rocha (PSDB-MA)Flávio Arns (PODE-PR)Reguffe (PODE-DF)Jorge Kajuru (PODE-GO)Alvaro Dias (PODE-PR)Styvenson Valentim (PODE-RN)Lasier Martins (PODE-RS)Romário (PODE-RJ)Oriovisto Guimarães (PODE-PR)Marcos do Val (PODE-ES)Eduardo Girão (PODE-CE)Juíza Selma (PODE-MT)Mecias de Jesus (REPUBLICANOS-RR)Major Olimpio (PSL-SP)Soraya Thronicke (PSL-MS)Wellington Fagundes (PL-MT)Carlos Portinho (PL-RJ)Jorginho Mello (PL-SC)Rodrigo Pacheco (DEM-MG)Davi Alcolumbre (DEM-AP)Jayme Campos (DEM-MT)Maria do Carmo Alves (DEM-SE)Chico Rodrigues (DEM-RR)Marcos Rogério (DEM-RO)Kátia Abreu (PP-TO)Daniella Ribeiro (PP-PB)Esperidião Amin (PP-SC)Mailza Gomes (PP-AC)Elmano Férrer (PP-PI)Ciro Nogueira (PP-PI)Luis Carlos Heinze (PP-RS)Eliane Nogueira (PP-PI)Zequinha Marinho (PSC-PA)Flávio Bolsonaro (S/PARTIDO-RJ)← esquerdacentrodireita →

Ideologia e governo são coisas diferentes

Na horizontal, a mesma posição de cima; na vertical, quantas vezes cada um votou como o governo Bolsonaro orientou. O alto do gráfico é a base do governo, venha ela de onde vier no eixo.

0%25%50%75%100% com o governo← esquerdadireita →

Partido por partido

A faixa vai do 10º ao 90º senador do partido, da esquerda à direita; o quadrado cheio é o do meio. O quadrado vazado é onde os cientistas políticos põem o partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico.

As votações que mais separaram esquerda e direita

Cada linha é uma votação; cada traço, um senador na sua posição, pintado pelo lado que tomou. Onde as cores se trocam está o ponto de corte. Toque numa votação para pintar o gráfico de cima por ela.

A posição vem só dos votos, num modelo estatístico que separa o eixo esquerda–direita do apoio ao governo; o meio de cada faixa de incerteza decide a coluna. Toque num quadrado para ver o senador. Como medimos, e os testes que o modelo passou ou não.

Quem vota com o governo Bolsonaro

Das 351 votações nominais em que o governo Bolsonaro orientou, 144 foram disputadas (o lado perdedor teve 10% ou mais). Nelas, estimamos a chance de cada senador votar com o governo.

No fim do período, 13 votavam quase sempre com o governo, 18 quase sempre contra, e 50 estavam em jogo. O governo venceu 72% das votações disputadas.

Com o governo
13
vota com o governo em pelo menos 4 de cada 5 votações disputadas
Em jogo
50
às vezes sim, às vezes não: o voto depende da votação
Contra
18
vota com o governo em no máximo 2 de cada 5
41 · maioria← lado do governolado da oposição →49 · PEC41 cadeiras40 cadeiras
Para o governo Bolsonaro ganhar

Além da base de 13, precisa de 28 dos 50 em jogo para a maioria de 41. Para uma PEC (49), de 36 (72% deles).

Para a oposição barrar

Além dos 18 contra, precisa de 23 dos em jogo para ter a maioria. Uma PEC ela barra com 33 votos: faltam 15 dos em jogo.

Quem fica bem no corte, a cadeira número 41 na fila, é Romário (PODE-RJ), com 66% de chance de votar com o governo: é o voto que decide uma votação com o plenário cheio. Na prática, nas 144 votações disputadas do período o lado do governo juntou 41 votos ou mais em 55% delas e 49 ou mais em 38%. Como nem todos votam, a maioria dos presentes costuma bastar para uma lei.

Quem está em jogo, partido por partido

Os mesmos quadrados, agrupados por partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico de cima.

Cada quadrado é uma cadeira, ocupada por quem votava no plenário em dezembro de 2022, posta da maior para a menor chance de votar com o governo e pintada pelo lugar do partido. As linhas marcam os votos necessários com todas as cadeiras ocupadas; a maioria simples é a metade mais um dos presentes. Chance é estimativa, com faixa de incerteza. Como estimamos, e o teste com votações que o modelo não viu.

Quanto cada governo conseguiu aprovar, de Dilma a Lula →

Fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal (dados abertos das votações nominais em plenário), TSE (doações de campanha e candidaturas) e pesquisas com cientistas políticos para a posição dos partidos. Modelo congresso-1.0, atualizado em 28/10/2026. É uma análise do comportamento passado, não um rótulo.