Da esquerda à direita, pelo voto
77 senadores votaram nas 103 votações nominais do plenário em 2015–2019. Cada quadrado é um deles, posto da esquerda à direita pelo que votou, e pintado pelo lugar do seu partido.
Pelo voto, 21% ficaram à esquerda do centro e 68% à direita. Quem mais votou com o governo Dilma e Temer foi o PSDB (94%); quem menos, o PT (53%).
Os senadores de 2015–2019, um quadrado cada
Ideologia e governo são coisas diferentes
Na horizontal, a mesma posição de cima; na vertical, quantas vezes cada um votou como o governo Dilma e Temer orientou. O alto do gráfico é a base do governo, venha ela de onde vier no eixo.
Partido por partido
A faixa vai do 10º ao 90º senador do partido, da esquerda à direita; o quadrado cheio é o do meio. O quadrado vazado é onde os cientistas políticos põem o partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico.
As votações que mais separaram esquerda e direita
Cada linha é uma votação; cada traço, um senador na sua posição, pintado pelo lado que tomou. Onde as cores se trocam está o ponto de corte. Toque numa votação para pintar o gráfico de cima por ela.
A posição vem só dos votos, num modelo estatístico que separa o eixo esquerda–direita do apoio ao governo; o meio de cada faixa de incerteza decide a coluna. Toque num quadrado para ver o senador. Como medimos, e os testes que o modelo passou ou não.
Quem vota com o governo Dilma (2º mandato, até o afastamento)
Não há votações nominais disputadas suficientes com orientação do governo neste período (1) para estimar com honestidade quem vota com ele. Os dados abertos do Senado quase não têm votos individuais entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2017.
Quem vota com o governo Temer
Das 68 votações nominais em que o governo Temer orientou, 40 foram disputadas (o lado perdedor teve 10% ou mais). Nelas, estimamos a chance de cada senador votar com o governo.
No fim do período, 33 votavam quase sempre com o governo, 16 quase sempre contra, e 32 estavam em jogo. O governo venceu 92% das votações disputadas.
Além da base de 33, precisa de 8 dos 32 em jogo para a maioria de 41. Para uma PEC (49), de 16 (50% deles).
Além dos 16 contra, precisa de 25 dos em jogo para ter a maioria. Uma PEC ela barra com 33 votos: faltam 17 dos em jogo.
Quem fica bem no corte, a cadeira número 41 na fila, é Marta Suplicy (MDB-SP), com 82% de chance de votar com o governo: é o voto que decide uma votação com o plenário cheio. Na prática, nas 40 votações disputadas do período o lado do governo juntou 41 votos ou mais em 60% delas e 49 ou mais em 30%. Como nem todos votam, a maioria dos presentes costuma bastar para uma lei.
Quem está em jogo, partido por partido
Os mesmos quadrados, agrupados por partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico de cima.
Cada quadrado é uma cadeira, ocupada por quem votava no plenário em novembro de 2018, posta da maior para a menor chance de votar com o governo e pintada pelo lugar do partido. As linhas marcam os votos necessários com todas as cadeiras ocupadas; a maioria simples é a metade mais um dos presentes. Chance é estimativa, com faixa de incerteza. Como estimamos, e o teste com votações que o modelo não viu.
Quanto cada governo conseguiu aprovar, de Dilma a Lula →
Fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal (dados abertos das votações nominais em plenário), TSE (doações de campanha e candidaturas) e pesquisas com cientistas políticos para a posição dos partidos. Modelo congresso-1.0, atualizado em 28/10/2026. É uma análise do comportamento passado, não um rótulo.