Apuração
Senado Federal · 2015–2019 · governo Dilma e Temer

Da esquerda à direita, pelo voto

77 senadores votaram nas 103 votações nominais do plenário em 2015–2019. Cada quadrado é um deles, posto da esquerda à direita pelo que votou, e pintado pelo lugar do seu partido.

Pelo voto, 21% ficaram à esquerda do centro e 68% à direita. Quem mais votou com o governo Dilma e Temer foi o PSDB (94%); quem menos, o PT (53%).

Os senadores de 2015–2019, um quadrado cada

EsquerdaCentro-esquerdaCentroCentro-direitaDireita
metade dos senadores de cada ladoFátima Bezerra (PT-RN)Regina Sousa (PT-PI)Gleisi Hoffmann (PT-PR)Lindbergh Farias (PT-RJ)Jorge Viana (PT-AC)Paulo Rocha (PT-PA)Humberto Costa (PT-PE)Paulo Paim (PT-RS)José Pimentel (PT-CE)Vanessa Grazziotin (PC do B-AM)Randolfe Rodrigues (REDE-AP)João Capiberibe (PSB-AP)Lídice da Mata (PSB-BA)Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)Lúcia Vânia (PSB-GO)Reguffe (S/PARTIDO-DF)Ângela Portela (PDT-RR)Acir Gurgacz (PDT-RO)Telmário Mota (PTB-RR)Armando Monteiro (PTB-PE)Hélio José (PROS-DF)Fernando Collor (AGIR-AL)Alvaro Dias (PODE-PR)Romário (PODE-RJ)José Medeiros (PODE-MT)Cristovam Buarque (CIDADANIA-DF)Otto Alencar (PSD-BA)Omar Aziz (PSD-AM)Sérgio Petecão (PSD-AC)Lasier Martins (PSD-RS)Pedro Chaves (PSC-MS)Roberto Muniz (PP-BA)Ivo Cassol (PP-RO)Ciro Nogueira (PP-PI)Ana Amélia (PP-RS)Benedito de Lira (PP-AL)Wilder Morais (PP-GO)Gladson Cameli (PP-AC)Wellington Fagundes (PL-MT)Cidinho Santos (PL-MT)Magno Malta (PL-ES)Vicentinho Alves (PL-TO)Roberto Requião (MDB-PR)Kátia Abreu (MDB-TO)Renan Calheiros (MDB-AL)Eduardo Braga (MDB-AM)Elmano Férrer (MDB-PI)Rose de Freitas (MDB-ES)Simone Tebet (MDB-MS)Raimundo Lira (MDB-PB)Airton Sandoval (MDB-SP)José Maranhão (MDB-PB)Waldemir Moka (MDB-MS)Romero Jucá (MDB-RR)Dário Berger (MDB-SC)Valdir Raupp (MDB-RO)Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)Marta Suplicy (MDB-SP)João Alberto Souza (MDB-MA)Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)Edison Lobão (MDB-MA)Davi Alcolumbre (DEM-AP)José Agripino (DEM-RN)Ronaldo Caiado (DEM-GO)Eduardo Amorim (PSDB-SE)Tasso Jereissati (PSDB-CE)Ricardo Ferraço (PSDB-ES)Ataídes Oliveira (PSDB-TO)Aécio Neves (PSDB-MG)Roberto Rocha (PSDB-MA)Flexa Ribeiro (PSDB-PA)Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)Paulo Bauer (PSDB-SC)José Serra (PSDB-SP)Antonio Anastasia (PSDB-MG)Dalirio Beber (PSDB-SC)Eduardo Lopes (REPUBLICANOS-RJ)← esquerdacentrodireita →

Ideologia e governo são coisas diferentes

Na horizontal, a mesma posição de cima; na vertical, quantas vezes cada um votou como o governo Dilma e Temer orientou. O alto do gráfico é a base do governo, venha ela de onde vier no eixo.

0%25%50%75%100% com o governo← esquerdadireita →

Partido por partido

A faixa vai do 10º ao 90º senador do partido, da esquerda à direita; o quadrado cheio é o do meio. O quadrado vazado é onde os cientistas políticos põem o partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico.

As votações que mais separaram esquerda e direita

Cada linha é uma votação; cada traço, um senador na sua posição, pintado pelo lado que tomou. Onde as cores se trocam está o ponto de corte. Toque numa votação para pintar o gráfico de cima por ela.

A posição vem só dos votos, num modelo estatístico que separa o eixo esquerda–direita do apoio ao governo; o meio de cada faixa de incerteza decide a coluna. Toque num quadrado para ver o senador. Como medimos, e os testes que o modelo passou ou não.

Quem vota com o governo Dilma (2º mandato, até o afastamento)

Não há votações nominais disputadas suficientes com orientação do governo neste período (1) para estimar com honestidade quem vota com ele. Os dados abertos do Senado quase não têm votos individuais entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2017.

Como estimamos.

Quem vota com o governo Temer

Das 68 votações nominais em que o governo Temer orientou, 40 foram disputadas (o lado perdedor teve 10% ou mais). Nelas, estimamos a chance de cada senador votar com o governo.

No fim do período, 33 votavam quase sempre com o governo, 16 quase sempre contra, e 32 estavam em jogo. O governo venceu 92% das votações disputadas.

Com o governo
33
vota com o governo em pelo menos 4 de cada 5 votações disputadas
Em jogo
32
às vezes sim, às vezes não: o voto depende da votação
Contra
16
vota com o governo em no máximo 2 de cada 5
41 · maioria← lado do governolado da oposição →49 · PEC41 cadeiras40 cadeiras
Para o governo Temer ganhar

Além da base de 33, precisa de 8 dos 32 em jogo para a maioria de 41. Para uma PEC (49), de 16 (50% deles).

Para a oposição barrar

Além dos 16 contra, precisa de 25 dos em jogo para ter a maioria. Uma PEC ela barra com 33 votos: faltam 17 dos em jogo.

Quem fica bem no corte, a cadeira número 41 na fila, é Marta Suplicy (MDB-SP), com 82% de chance de votar com o governo: é o voto que decide uma votação com o plenário cheio. Na prática, nas 40 votações disputadas do período o lado do governo juntou 41 votos ou mais em 60% delas e 49 ou mais em 30%. Como nem todos votam, a maioria dos presentes costuma bastar para uma lei.

Quem está em jogo, partido por partido

Os mesmos quadrados, agrupados por partido. Toque num partido para acender os seus senadores no gráfico de cima.

Cada quadrado é uma cadeira, ocupada por quem votava no plenário em novembro de 2018, posta da maior para a menor chance de votar com o governo e pintada pelo lugar do partido. As linhas marcam os votos necessários com todas as cadeiras ocupadas; a maioria simples é a metade mais um dos presentes. Chance é estimativa, com faixa de incerteza. Como estimamos, e o teste com votações que o modelo não viu.

Quanto cada governo conseguiu aprovar, de Dilma a Lula →

Fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal (dados abertos das votações nominais em plenário), TSE (doações de campanha e candidaturas) e pesquisas com cientistas políticos para a posição dos partidos. Modelo congresso-1.0, atualizado em 28/10/2026. É uma análise do comportamento passado, não um rótulo.